DESMISTIFICANDO A ORIGEM DO PEIXE PANGA

Mais informações de outra especialista de São Paulo, responsável pelo controle de qualidade dos peixes importados.


Sobre o Pangasius, rodaram pela internet alguns e-mails sobre o assunto.
     Já fizemos diversas análises no produto e parece estar tudo ok. Este produto é exportado para o mundo todo e ninguém tem imposto barreiras sanitárias.
     Claro que incomoda um produto barato, com sabor suave, coloração clara, para quem não gosta daquele sabor acentuado de peixe é uma ótima opção por causa do sabor suave, então a concorrência (mercado Argentino de Merluza, mercado interno de tilápia, etc) não tem gostado muito deste produto.
    A saída para as próximas gerações obterem pescado para consumo é o cultivo, não tem outra saída, os estoques marinhos estão cada dia mais escassos, a merluza Argentina está cada vez menor, então nós técnicos vamos ter que nos acostumar com o pescado de cultivo e criar ferramentas de controle, legislação e estar preparado para esta nova tendência. Com isso o consumidor só tem a ganhar, empresas grandes acabam entrando neste mercado, deixa de ser uma atividade informal e extrativista, tem que ser sustentável para poder continuar.
     Quando iniciou a importação do Salmão no Brasil, muitas coisas também foram ditas por mercados concorrentes, falaram do parasita, que o corante fazia mal a saúde, e tudo foi desmistificado o Salmão tem um crescente consumo mundial. É um produto de excelente qualidade, a industria que existe por traz do Salmão é extremamente organizada, moderna, tecnológica e competente.
DESMISTIFICANDO

     Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o brasileiro consome, por ano, cerca de 7kg de peixe, sendo que a recomendação é de 12kg. Esse cenário pode ser atribuído, entre outros fatores, ao custo elevado do pescado no Brasil.

    Nesse contexto, iniciou-se, em 2009, a importação do peixe Panga, uma opção de excelente custo-benefício (25% mais barato que outras espécies, como a Merluza) ao consumidor, que ocasionou a forte aceitação do produto no mercado. Porém, o Panga começou a sofrer retaliações e a ser alvo de falsas atribuições com relação à sua origem, principalmente na internet, o que vem dificultando a sua consolidação no Brasil.

     O Panga é cultivado há mais de mil anos no Rio Mekong, no Vietnã, um dos maiores rios do mundo, localizado no sudeste asiático.

    Há muitos anos, é exportado para mais de 240 nações, entre elas os Estados Unidos, todos os países da Comunidade Européia, Japão, Rússia, Austrália, entre outros.

   Só este fato bastaria para atestar sua qualidade e segurança para o consumidor.

    Ainda assim, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) do Brasil realizou uma série de análises nesta espécie, com o objetivo de confirmar a alta qualidade do produto, que foi aprovado sem restrições.

   O Panga tem as características que o consumidor brasileiro sempre desejou em um peixe: tem textura firme, cor branca, sabor suave e sem espinhas. É muito versátil, permite vários tipos de preparos (grelhado, frito, assado e ensopado) e possui um ótimo custo-benefício, por conta das técnicas avançadas de criação e processamento utilizadas pelo Vietnã. Além disso, destaca-se a praticidade do peixe congelado, comercializado limpo e em filés.

   Desmistificar a origem do Panga pode ser um passo importante para atingir o consumo per capita de pescado indicado pela OMS.


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