M2A LANÇA NOVA VERSÃO DE SOFTWARE PARA A ALIMENTAÇÃO ESCOLAR.

     Solução envolve ações de políticas públicas de Alimentação Escolar e promoção da Agricultura Familiar em âmbito municipal, estadual e federal.

Como parte da estratégia de ampliar sua atuação na esfera da Gestão da Alimentação Escolar, a M2A lançou recentemente a versão 6.0 de uma solução tecnológica que envolve ações de políticas públicas de gestão da Alimentação Escolar e promoção da Agricultura Familiar em âmbito municipal, estadual e federal.
Segundo a diretora executiva da M2A, Marihá Bergmann, o sistema faz a gestão operacional e administrativa de todo o processo da Alimentação Escolar nas chamadas Entidades Executoras do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, que envolvem as Prefeituras Municipais, as Secretarias de Educação Estaduais e as Escolas Federais. “Com o sistema, os nutricionistas e demais responsáveis pela Alimentação Escolar automatizam todas as suas rotinas diárias de preparação de pratos, percaptas, cardápios, pautas de licitação por origem (Iniciativa privada e agricultura familiar) pautas de compras conforme os saldos de contratos, logística da distribuição de alimentos in-natura e prontos, bem como de alimentos preparados em Cozinhas Centrais,  gerenciamento de preços e quantidade de alimentos servidos, entre muitas outras funções inerentes à Alimentação Escolar. E tudo isto gerando informações importantíssimas para os gestores e o Conselho de Alimentação Escolar local”.

De acordo com Marihá, o profissional de nutrição usa o sistema para elaborar cardápios de qualidade, atendendo às especificações da Lei 11.947/2009 e das Resoluções FNDE 38/2009 e CFN 465/2010, que determinam as responsabilidades e parâmetros a serem atendidos pelos atores envolvidos na Alimentação Escolar. Com o sistema, os Nutricionistas podem realizar o ciclo completo entre o que foi planejado e o que foi executado sem grandes esforços manuais, pois tudo estará registrado. Os cardápios que são gerados para grupos de escolas são consolidados pelo sistema e, a partir da quantidade de alunos a serem alimentados, gera as pautas de licitação com todas as especificações dos alimentos a serem adquiridos, seja da iniciativa privada, seja da agricultura familiar, obedecendo aos parâmetros nutricionais mínimos definidos em lei. “Com o planejamento informatizado dos cardápios e a geração consolidada das pautas de licitação, é praticamente impossível haver perdas de alimentos, seja por aquisição em quantidades erradas, seja por desvio, seja por distribuição errada ou pela preparação em quantidades erradas. O processo todo é monitorado por todos os envolvidos. A escola que prepara os alimentos sabe o que fazer, quando fazer e quanto utilizar de alimentos em tempo real. Qualquer mudança realizada de última hora no cardápio, pelos Nutricionistas, pode ser verificado pelas merendeiras em seguida, evitando desperdício e mantendo a qualidade definida pelos responsáveis técnicos”.
Sandra Maria de Oliveira, Nutricionista Responsável Técnica pelo sistema conta que, além de auxiliar os agentes responsáveis pela Alimentação Escolar, o sistema também armazena e organiza as informações sobre o quê e quanto está sendo servido para os alunos da rede pública de ensino, devidamente adequado por origem dos recursos financeiros. De acordo com ela, o sistema “propicia uma visão sistêmica onde, à medida que o processo vai sendo realizado,  as informações ficam disponíveis em tempo real. O gestor local pode verificar, pela INTERNET, se os recursos estão sendo bem aplicados, se estão sendo obedecidas as normas de sua utilização e se, principalmente, os alunos estão sendo bem alimentados, podendo assim tomar todas as atitudes necessárias para a solução de problemas que até então só podiam ser verificados no ano seguinte, quando são apresentadas as prestações de conta previstas no PNAE. É muito tempo perdido para a tomada de decisão. Em se tratando de Alimentação Escolar a alunos em fase de crescimento, é muito tempo. A utilização do sistema irá modificar toda a forma de pensar dos gestores públicos”.
Além disto, o sistema foi planejado para ser utilizado pela INTERNET, no conceito de Software como Serviço (SaaS em Inglês). A disponibilidade dele é total, com acesso de qualquer ponto do país, por qualquer um dos atores, desde que possua conectividade à INTERNET. A utilização do sistema leva à padronização dos processos em nível nacional. Hoje, cada Nutricionista segue o que lhe cabe e com os recursos que possui para a execução de seus processos. Com o sistema, um Nutricionista da região sul realizará as suas tarefas da mesma forma que um Nutricionista da região norte, tornando o processo de elaboração de Alimento Escolar único, mas sem deixar de respeitar as peculiaridades regionais. 
A responsável técnica da M2A conta também que com o projeto, o Conselho de Alimentação Escolar local é beneficiado com o acesso integrado às informações sobre preços, distribuição, elaboração e qualidade dos alimentos sendo servidos aos alunos da rede pública de sua comunidade. E completa ao dizer que o lançamento da nova versão ocorre em um momento em que a Presidência da República foca suas ações no “Plano Brasil sem Miséria”. Levando-se em conta que a população atendida pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar é de aproximadamente 47 milhões de crianças e adolescentes, quase 25% da população brasileira poderão ser mais bem alimentadas com o uso correto do Sistema de Alimentação Escolar. Maiores informações estão disponíveis no site: www.alimentacaoescolar.com.br.
Sandra dá um exemplo bem pitoresco e que se reflete no Brasil inteiro. Imagine um município onde o número de alunos matriculados na rede pública de ensino seja de 10.000 alunos. Portanto, todos os dias, 10.000 alunos terão que ser servidos de alimentos básicos. Agora imagine se o Nutricionista prepara para o cardápio de um determinado dia, bolo de banana e suco de caju. Observe que os dois produtos podem vir diretamente da agricultura familiar. Considere que um bolo padrão possa ser fatiado em 10 fatias generosas. Portanto, para alimentar os alunos neste dia, serão necessários 1.000 unidades de bolo de banana. É uma quantidade razoável para que uma pequena indústria formada por agricultores familiares ou cooperativos de agricultores familiares produza. Portanto, para tornar o PNAE um gerador de demandas de alimentos, é preciso ter à mão uma ferramenta informatizada que permita agilidade na decisão e na gestão de todos os processos envolvidos. E nem se falou do suco de caju...
Agora pense em fazer tudo isto diariamente sem a informatização dos processos. É contraproducente, para não dizer impossível com a qualidade que se espera.
Ferramenta de gestão
Além de auxiliar nos processos operacionais das Entidades Executoras, o sistema também é uma ferramenta para a gestão central do PNAE.
“O sistema está sendo preparado para possibilitar a avaliação nutricional dos alunos da rede pública, uma vez que existe a possibilidade de integrar o Sistema de Alimentação Escolar ao Banco de Dados do Censo Escolar realizado pelo INEP, vinculando a alimentação servida à matrícula de cada aluno”.
Diante deste fato, o gestor pode analisar se a operação diária para a preparação e entrega de alimentos aos alunos, em qualquer escola, está sendo realizada de acordo com os parâmetros definidos nos instrumentos legais, podendo assim melhorar os processos e tomar as decisões necessárias para o sucesso do programa PNAE. Tendo a informação à mão, será possível criar políticas de produção agrícola utilizando o PNAE como gerador de demanda e não o inverso, como acontece hoje, onde não se consome nem o que é produzido na comunidade.
Saber quais os alimentos são mais consumidos, onde estão sendo consumidos, poder sugerir e desqualificar pratos e cardápios em tempo real, entre outras atividades, são possíveis de serem colocadas em prática com a utilização de relatórios gerenciais e painéis de indicadores, conta Sandra.
Ela finaliza ao informar que o software permite que a gerência da Entidade Executora (Prefeitura Municipal, SEDUC Estadual e Escolas Federais) criem uma agenda de tarefas para que os demais atores envolvidos na Alimentação Escolar possam participar ativamente, tendo a informação necessária quando necessária.
“É a informação disponível oriunda do chão de fábrica para as pessoas que podem fazer melhor a Alimentação Escolar.”
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