TESTE DO AZEITE DE OLIVA




O que o Nutricionista deve fazer quando o Azeite de Oliva que indicamos, não é realmente azeite puro?

Veja esta matéria feita pelo Fantástico.





As azeitonas são mais que um aperitivo. Elas protegem o seu coração. É delas que se extrai o azeite de oliva, um óleo livre de colesterol.

"O azeite faz parte das gorduras insaturadas. Ela não adere à parede da artéria, então ela é gordura saudável", observa a nutricionista Sueli Longo.

O azeite de oliva é o carro chefe da cozinha mediterrânea, considerada a mais equilibrada do mundo. Nos países da Europa, banhados pelo Mar Mediterrâneo, o azeite é sagrado na refeição.

"A população tem uma dieta baseada em vegetais, carnes brancas e uma grande porcentagem de azeite de oliva. Um grego consome 200 mililitros de azeite no dia", comenta o especialista em azeite Marcos Pimentel.


"Os estudos em cima do azeite começaram em função de uma incidência menor de doenças cardiovasculares nos países mediterrâneos. Porque lá se morre menos de doença do coração e aqui se morre mais?", constata Sueli Longo.

Santo remédio para o coração, o azeite também cai bem para o intestino.

"Algumas pessoas tomam de manhã uma colherzinha de azeite para o funcionamento intestinal", revela a nutricionista.

Na Grécia Antiga, ele era usado como óleo para massagens. Na cozinha moderna, o azeite ganhou aromas de frutas, pimenta, manjericão... E já é usado em sobremesas. O problema é que nem todo azeite que você encontra no supermercado é 100% azeite de oliva.

"Você encontra no mercado, por exemplo, óleos que são misturados. Eles põem mais soja do que azeite" declara a nutricionista.

Pela legislação brasileira, para ser vendido como azeite, o produto não pode ter mistura de outros óleos. Em 2000, o Inmetro testou 20 marcas. Três foram reprovadas por este motivo.

Em dezembro passado, novos ensaios foram feitos, no Instituto de Tecnologia de Alimentos, em Campinas.

Treze marcas foram testadas:

- Andorinha
- Beira Alta
- Carbonell
- Carrefour
- Extra
- Figueira da Foz
- Gallo
- Molinos
- Otoyan
- Quinta da Boa Vista
- Sendas Extra Virgem
- Serrata
- Toureiro

Todas essas marcas são importadas, porque o Brasil não produz azeitona, de onde se extrai o azeite.

"No rótulo, é bom saber de onde vem esse azeite, qual a procedência", ensina Marcos Pimentel.

O Código de Defesa do Consumidor exige: o rótulo tem que trazer informação em português. Das 13 marcas testadas, uma foi reprovada, porque a embalagem está escrita apenas em espanhol. Segundo o importador, a embalagem do azeite Otoyan foi alterada e já atende à legislação.

"Hoje em dia, eu escolho o azeite pelo preço, porque não dá para escolher de outra forma", diz uma consumidora.

"A gente vê um equilíbrio entre o preço e a qualidade", garante outra consumidora.

"Eu não olho a lata, eu já sei a qualidade do azeite", afirma um consumidor.

Os especialistas dão uma dica: nunca escolha um azeite pela tonalidade.

"A cor do azeite não quer dizer nada. O mais verdinho não é o melhor. A cor do azeite está relacionada com o tipo do fruto. Dependendo do solo, eu tenho um azeite com colorações diferentes - mais amarelos, mais verdes - e isso não tem a ver com o fato de ele ser melhor", alerta Sueli Longo.

Outra dica: o prazo de validade é curto. Depois de aberto, o azeite deve ser consumido em seis meses.

"O oxigênio vai alterar as propriedades do azeite. Ele vai oxidando, vai erguendo a taxa de acidez desse azeite", explica Marcos Pimentel.

O Inmetro fez vários ensaios para checar se a composição dos azeites está dentro do exigido pela lei.

Das 13 marcas analisadas, duas apresentam índices de ácidos graxos - ou gordura - fora do padrão. Mas nada que represente risco ao consumidor.

O importador do azeite Toureiro diz que a irregularidade deve-se a variações na área de plantio e já alertou seus fornecedores.

        O importador do azeite Beira Alta não concorda com o resultado do teste. Segundo a empresa, o produto está dentro do padrão.

O Inmetro reafirma: o resultado dos ensaios considerou a amostra do azeite Beira Alta não conforme.

Em três marcas o Inmetro encontrou mistura de outros óleos. Por isso, elas não podem ser consideradas azeites. Os importadores se defendem:

A Figueira da Foz diz que já tomou providências para solucionar o problema. O azeite Molinos diz que análises feitas em outro lote indicam que o produto está dentro dos padrões exigidos. O Inmetro diz que o resultado dessas análises não descaracteriza a situação de não conformidade.

O importador do Quinta da Boa Vista diz que retirou do mercado o lote 008, analisado pelo Inmetro, e vai fazer novos testes.

"O Inmetro repassou para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, e para o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, para que sejam tomadas as medidas necessárias", afirma o gerente do Inmetro, Luís Carlos Monteiro.

 Fonte:

GLOBO – Http://www.globo.com/