JEJUM INTERMITENTE PODE MELHORAR PARÂMETROS CARDIOMETABÓLICOS MESMO SEM PERDA DE PESO?

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Jejum intermitente pode melhorar a saúde cardiometabólica, no entanto, não se sabe se esses efeitos são devidos exclusivamente à perda de peso. Por este motivo, Sutton e colaboradores realizaram estudo para determinar se o jejum prolongado pode melhorar a saúde cardiometabólica e se estes benefícios dependem da perda de peso e ingestão alimentar.

Foi realizado um estudo randomizado cross-over com ingestão de calorias e tempo de jejum controlados em homens com pré-diabetes. Os participantes passaram por dois tipos de alimentação: em um primeiro momento eles realizavam 6 horas de alimentação e ficavam 18 horas em jejum (eTRF) e em um outro momento realizavam um período de 12 horas de alimentação e 12 horas de jejum (TRF), ambos durante 5 semanas; entre essas duas intervenções, eles passavam por um período de washout de 7 semanas. Durante as fases de intervenção, os indivíduos ingeriram somente alimentos fornecidos pelos pesquisadores para manutenção do peso e redução de vieses. Foram avaliados: tolerância glicêmica, insulina pós prandial e sensibilidade à insulina após 3h da realização do teste oral de tolerância à glicose. Também foram avaliados fator de risco metabólico, marcadores inflamatórios e estresse oxidativo. Os resultados dos dois momentos foram comparados entre si para avaliação dos efeitos sobre os participantes.

A manutenção do peso foi similar em ambos os períodos da intervenção. Após o período mais restrito de jejum, não houve alteração dos níveis de glicemia. Entretanto, houve redução da insulina de jejum e dos níveis de insulina com 60 e 90 minutos após o teste oral de tolerância a glicose. Observou-se, também, melhora da responsividade das células beta, redução da resistência insulínica, e das pressões sanguíneas sistólica e diastólica. O eTRF aumentou os níveis de triglicérides em jejum, reduziu os níveis plasmáticos de marcadores de estresse oxidativo, porém não afetou marcadores inflamatórios. O eTRF também reduziu a vontade e a capacidade de comer a noite.

Os autores concluíram que 5 semanas de eTRF melhoraram parâmetros cardiometabólicos em homens com pré-diabetes - mesmo com manutenção de peso e ingestão de alimentos controlada em ambos os grupos.

Fonte:
Nutritotal
Referência:
Sutton EF et al. Early Time-Restricted Feeding Improves Insulin Sensitivity, Blood Pressure, and Oxidative Stress Even without Weight Loss in Men with Prediabetes. Cell Metab. 2018 May 8.

ANVISA ATUALIZOU AS REGRAS PARA ADIÇÃO DE FERRO E ÁCIDO FÓLICO EM FARINHAS

Os requisitos para o enriquecimento de farinhas de trigo e de milho com ferro e ácido fólico foram atualizados. A RDC n° 150 de 17 de abril de 2017, publicada no Diário Oficial da União (DOU), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), atualiza a RDC n° 344, de 2002, que trata deste tema.
O regulamento baseia-se nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e prevê quantidades mínimas de ferro e ácido fólico para cada uma das farinhas. Pelas novas regras, os fabricantes estão obrigados a enriquecer as farinhas de trigo e de milho com 4 a 9 mg de ferro para cada 100 g de produto e com 140 a 220 µg de ácido fólico também para cada 100 g de farinha.
Além disso, também foram alteradas as listas de compostos de ferro. Agora são permitidos apenas o sulfato ferroso e fumarato ferroso e de suas formas encapsuladas.
A medida também modifica as informações da rotulagem obrigatória. O rótulo deve esclarecer ao consumidor o objetivo e características da formulação. A farinhas deverão trazer uma frase que esclarece que o enriquecimento é uma estratégia para combate da má formação de bebês durante a gestação e da anemia, bem como um a informação sobre a faixa de enriquecimento.
A medida excluiu as farinhas de milho fabricadas pelos agricultores familiares, empreendedores familiares rurais, empreendimentos econômicos solidários e microempreendedores individuais, da obrigatoriedade de enriquecimento, tornando a medida proporcional à realidade produtiva desses segmentos, sem impactar negativamente na efetividade do enriquecimento para a população.
Por questões tecnológicas, também foram excluídas da fortificação as farinhas de biju, de milho flocada de trigo integral e de trigo durum, bem como os flocos de milho pré-cozidos. A resolução também não se aplica às farinhas de trigo e de milho contidas em produtos alimentícios importados.
Os fabricantes têm 24 meses para adequação das novas regras.

Referência

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RESOLUÇÃO - RDC N° 150, DE 13 DE ABRIL DE 2017. Dispõe sobre o enriquecimento das farinhas de trigo e de milho com ferro e ácido fólico. Disponível em: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=37&data=17/04/2017. Acessado em: 08/07/2017

 Fonte:

Nutritotal
Publicado em: sábado, 15 Jul 2017, 12:13